sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Loucos no trânsito

Transcrevo aqui uma matéria publicada no JC Online no dia 18.09.2009

Quem quiser ler a matéria original, poderá encontrá-la aqui.

Volto a repetir. Isto é resultado da sociedade em que vivemos. Falta de respeito pelo ser humano, falta de educação, e falta de punição para os bárbaros.

Insultos, brigas e tiros entre loucos do volante

Publicado em 18.09.2009, às 08h07

Do Jornal do Commercio

O trânsito cada vez mais conturbado do Recife não afeta apenas a mobilidade da população e prejudica o meio ambiente. Compromete a relação entre as pessoas, criando loucos do volante. Gente que se irrita com as dificuldades para se deslocar e, diante da menor provocação, parte para a troca de insultos, sai na tapa e, às vezes, fere ou mata outros motoristas. O trânsito virou uma zona de disputa, onde dar a vez ao próximo é demérito. Recentemente, dois casos de pessoas agredidas, uma delas gravemente, aconteceram na Região Metropolitana do Recife.


O menos grave, mas nem por isso menos chocante, aconteceu na via que representa o pulmão viário do Recife, a Avenida Agamenon Magalhães, nas imediações do Parque Amorim, área central da capital. No dia 1º de setembro, uma economista de 43 anos foi vítima de uma mulher enlouquecida. Sem querer ser identificada, ela contou que estava na pista da esquerda da via, quando o sinal abriu e percebeu que a mulher que dirigia o carro da frente estava comprando frutas, completamente alheia à fila que se formava atrás. “Eu buzinei para alertá-la, mas não teve jeito. Então, tirei meu carro e, ao passar por ela, chamei atenção. Mais na frente, quando parei no sinal, fui surpreendida pela mulher, batendo freneticamente no meu capô”, conta a economista.


Ao sair do veículo, ela levou um soco no rosto, caiu e fraturou o pulso. A mulher ainda a perseguiu, até que apareceram cinco homens para contê-la. “Eu corri para o meu carro, com ela atrás. Consegui entrar e fugir, em pânico”, relata. A economista prestou queixa na polícia e tenta identificar a agressora. “Essa é uma pessoa que não tem condições de dirigir. Mesmo que a tivesse ofendido, o que não aconteceu, não era motivo”, conclui.
Em Jaboatão dos Guararapes, domingo último, a agressão foi mais grave. Ao manobrar o carro num posto de gasolina, Wilton Douglas Oliveira Sena, 29, bateu em uma moto que estava abastecendo. Depois de uma rápida discussão, o condutor da moto puxou uma arma e atirou em Wilton. Até ontem, a polícia não tinha conseguido identificar o agressor, enquanto o motorista permanecia internado no Hospital da Restauração com um tiro em um dos pulmões.

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